Se comunicando como um dinossauro
Você olha pra gente e grita. Um grito só, ora mais agudo, ora mais grave. Grita, espera e ri. Alguém te retorna. Você faz novamente. E vamos assim, por longos momentos, gritando como uma família de loucos felizes (o que me leva à conclusão de que nós somos loucos felizes). Você está com oito meses e não quer mais ficar sentado. Força-se a ficar em pé, quando tentamos te colocar no carrinho, no chão ou em qualquer outra superfície. É engraçado (e cansativo). Está quase engatinhando (andando mais para trás do que para frente). Sabe, meu amor, ver você rir é uma das coisas mais gostosas que existe no mundo. O seu sorriso é radiante. Começa nos olhos, escorre pelos cantos das bochechas e encontra o caminho até a boca, aberta, com dois dentinhos inferiores. É lindo. Você é lindo e eu sou apaixonada por você. Obrigada por ter vindo. Por ser tão perfeitinho, saudável, querido, bem humorado, feliz. Amo você.