Enquanto você dorme
Eu escrevo. Sua avó Zizi foi comprar pão com Maia, que estava fazendo birras homéricas antes de sair de casa, porque queria colocar a meia-calça de gatinho, depois porque queria o tênis que pisca. Maia é assim. Birrenta. Dona da casa e das pessoas. Está naquela fase em que acha que tudo e todos são propriedade dela; com a sua chegada, essa sensação se acirrou e ela ficou no limite (e tem trazido todos nós para o limite também). Você não ajuda muito: dorme picadinho, passa as noites querendo colo e aconchego e, durante o dia, na maioria das vezes, tira sonecas mais curtas que longas _ o que faz com que eu, sua ilustríssima mamãe, não consiga dormir um sono REM nunca. Que engraçado: eu sabia que seria assim e, mesmo assim, quando você chegou, encheu minha vida de alegria. Você é um bebê lindo. Muito, muito bonito mesmo. E risonho. Parece feliz, na maioria do tempo, como se já conhecesse o lirismo e as histórias boas que esse mundo vai lhe contar. Fico s...